Metáfrase #8

Saiu em dezembro o número 8 da Metáfrase, a revista da Abrates! A edição reúne textos sobre as apresentações mais apreciadas no VIII Congresso da Abrates, com temas como currículos visuais, de Carolina Walliter, e tradução literária para o inglês, de Luciana Bonancio, além das reflexões da professora Alzira Allegro sobre versões de contos brasileiros e muito, muito mais!

Destaquei as matérias de que mais gostei pessoalmente, mas este número conta ainda com ótimos textos de Carolina Selvatici, Cristiane Tribst, Karla Lima, Leilane Papa, Luis Fernando Alves, Ricardo Souza, Samantha Santos, Sidney Barros Junior e Ulisses Wehby de Carvalho.

A Metáfrase é feita POR tradutores PARA tradutores, é digital e GRATUITA. Faço parte da equipe editorial como revisora, com Petê Rissatti como editor-chefe, Carolina Caires Coelho como editora adjunta e Dener Costa como designer e diagramador.

Para baixar a revista, clique aqui!

Anúncios

Podcast Curta Ficção #025: Tradução Literária

 

curta-ficcao-25-300x300

Imagem oficial de divulgação do Podcast Curta Ficção #025

Mas eu ando muito pimpona mesmo.

Na semana passada corri um bocado e acabei não avisando aqui, mas saiu a edição número 25 do Podcast Curta Ficção, um dos melhores podcasts brasileiros sobre literatura especulativa. Esta edição é sobre tradução literária e tive o privilégio de participar dela com os anfitriões Janayna Bianchi PinRodrigo Assis Mesquita e Thiago Lee, além do também tradutor e escritor Santiago Santos, tão elogiado pelos colegas que vou ter que conferir sua obra. Esse povo todo é sensacional e eu quero andar com eles no recreio.

Acredite se quiser: falei pouco! Mas são 45 minutos preciosos com reflexões sobre a relação entre a literatura e o fazer tradutório (e uma conclusão hilária!).

Para escutar, clique aqui.

Acompanhe a página do Podcast Curta Ficção no Facebook.

E fique com o recado da equipe:

PARTICIPE DO NOSSO PROGRAMA #026!
Enviem suas perguntas sobre escrita e mercado editorial, criação, universo e tudo mais até o dia 05/10 através de comentários no site, mensagem no Facebook, no Twitter ou por e-mail no contato@curtaficcao.com.br.
http://bit.ly/curtaficcao025

Meu novo livro: Contos Sombrios

Além da edição digital de Reino das Névoas ter finalmente voltado à Amazon por R$ 7,00, lancei também um novo livro: Contos Sombrios, compilação de histórias que escrevi ao longo dos últimos anos editada pela Editora Dandelion. Segue a sinopse:

Dezesseis contos sombrios. Terrores pessoais e coletivos que a escrita tenta exorcizar: sequestradores e assassinos, canibais, vampiros e coisas piores. Talvez você também queira exorcizá-los.

Custa apenas R$ 6,00. Quem compra, apoia a autora. 😉

Na página de compra você pode pedir que uma amostra grátis seja enviada ao seu dispositivo de leitura. Mas, para já dar um gostinho, segue a introdução.

Introdução

Escrevi os contos reunidos neste livro entre 2004 e 2010. Alguns apareceram em blogs, sites e zines. Outros são inéditos. Alguns deles, hoje, eu não escreveria do jeito que escrevi. Outros, não escreveria de jeito nenhum. Já os chamei de contos de terror, mas não tinha a pretensão de aterrorizar quem os lesse. O que eu queria era falar de coisas sombrias. Das minhas sombras. E isso, acho, consegui.

Já que estou aqui, prefaciando meu próprio livro, aproveito para martelar: esta é uma obra de ficção. Não faz apologia à violência e seu propósito não é incitar nenhum tipo de agressão. Confio no discernimento de quem me lê. Mas vale o trigger warning, ou aviso de conteúdo: aqui tem sangue, sim, e morte, e violência sexual. Alguns terrores pessoais, que tentei exorcizar pela escrita. Se você chegou até aqui, talvez também precise exorcizá-los.

Vivemos tempos em que as notícias viajam muito rápido, alimentando nossa curiosidade — inclusive pelo que é sórdido. Enquanto sonhamos em (e, de preferência, fazemos nossa parte para) banir a violência do mundo real, a ficção, a fantasia e a arte nos acenam como válvulas de escape fundamentais. Ao mesmo tempo, a imaginação do ficcionista, essa esponja impregnada de tinta e alucinação, se embebe justamente da realidade, do absurdo nos casos diários. Sequestradores, amantes vingativos, assassinos de ocasião. Psicopatas, fanáticos religiosos, estupradores. Até canibais e vampiros.

Deliramos dentro de nosso horror coletivo, real ou imaginário. Temos um fascínio um tanto doente pelo que é sombrio, uma ânsia de testemunhar e registrar. É o pássaro morto no meio da estrada. Torto e esparramado em meio ao próprio sangue, uma coisa terrível de se ver. Mas a gente não consegue parar de olhar…

Por isso, convido você a experimentar estes pequenos surtos, em forma de contos, de desejo, truculência e morte, entre casos realistas e indícios sobrenaturais. Torço para que a ficção possa tocar os pontos do seu ser que a realidade não alcança.

Não foi para isso que você veio?

Meu livro por R$ 7,00 na Amazon

Antes tarde do que nunca: meu livro Reino das Névoas, contos de fadas para adultos está à venda como e-book na Amazon por R$ 7,00!

Se você gostou do livro, por favor, compartilhe! 🙂

Se ainda não conhece, eis uma chance difícil de perder… 😉

Se quiser saber um pouco mais sobre o livro, visite o blog oficial com resenhas e opiniões de leitores.

Reino das Névoas foi ganhador de uma bolsa para publicação do ProAC (Programa de Ação Cultural da Secretaria de Estado da Cultura) em 2010. Com sete histórias e ilustrações de minha autoria, contém o conto A outra margem do rio, primeiro lugar no Concurso Hydra de Literatura Fantástica em 2014.

Caraval

caraval_capa

A história pessoal da Stephanie Garber é um belo exemplo para todos os escritores que estão a ponto de desanimar depois de várias tentativas infrutíferas de obter um lugar ao sol no mercado editorial (e principalmente no coração dos leitores).

A jovem norte-americana é autora de Caraval, young adult que chega ao Brasil pela Novo Conceito com tradução minha. No fim do livro, ela é muito sincera ao fazer “um agradecimento mais que especial aos meus pais, que ajudaram a me manter e me deixaram morar com eles para que eu pudesse terminar este livro. Um agradecimento ainda maior porque vocês dois acreditaram em todos os livros inéditos que vieram antes deste”.

“Antes de Caraval, escrevi outros cinco livros que nunca venderam, nunca foram publicados. Foi doloroso”, conta a autora em entrevista ao Estadão.

Este ano ela finalmente publicou pela primeira vez. Caraval esgotou na Amazon só duas semanas depois do lançamento. É best-seller do New York Times. Foi traduzido para 26 países. Os direitos de adaptação cinematográfica foram comprados pela Twentieth Century Fox. Dizem que estão desenvolvendo um longa-metragem. Na minha opinião, deveriam fazer uma série. O potencial é alto e o momento é perfeito.

É claro que nem toda obra de estreia terá esse impacto. A maior parte NÃO terá. Mas essa não é a primeira história que Stephanie escreve; só a primeira que publica. Ela estava mais preocupada em escrever o que queria do que em publicar. Porém, insistiu até encontrar uma editora que apostasse nela (e depois disso muitas outras). Escritores, façam como ela e não desistam. Insistam. Mais que tudo, evoluam.

VIII Congresso Internacional da Abrates

Agora, sim, deu para sentar e dizer:
O VIII Congresso Internacional da Abrates foi sensacional. É a segunda edição a que vou, desta vez também como palestrante, e a cada vez aumenta minha convicção de que um evento como esse é muitíssimo necessário. Palestras em seis salas ao mesmo tempo, com temas variados para um público igualmente diverso, que vai do iniciante ao veterano, do generalista ao especialista. (Difícil é escolher a palestra, queria poder voltar uma hora no tempo para ver mais de uma, mas cadê máquina do tempo quando a gente precisa?) Chance de troca de conhecimentos, reencontro com velhos conhecidos, criação de novos contatos, enfim, aprendizado em muitos níveis pessoais e profissionais num fim de semana cheio de boa vontade.
Valeu, diretoria da Abrates! Valeu, pessoal da Quest e da Haas, palestrantes e participantes. Ano que vem tem mais e é no Rio de Janeiro.

Ignorante

De uns tempos para cá adquiri o hábito de confessar minha ignorância com todas as letras. Sou ignorante mesmo. Nada de “hum, como assim xyz?” (coisa que a gente ouve muito quando usa uma palavra que o outro não conhece, mas não quer admitir). Mando logo um “desculpe, não entendi, você pode explicar?”, ou então “não sei o que é xyz, me explica?”.
Recomendo. É libertador fazer isso quando você está cansada de ambientes onde parecer inteligente é mais importante que sê-lo de fato. Se isso me fizer parecer a burrinha do rolê, paciência. Quem não pergunta não quer aprender.