Como eu escrevo

José Nunes De Cerqueira Neto tem um site chamado Como eu escrevo com uma proposta linda, que transcrevo nas palavras dele:

“Eu criei o ‘Como eu escrevo’ pensando nas pessoas que sofrem para escrever.

Saber como escrevem as pessoas que admiramos nos inspira a refletir sobre o nosso próprio processo criativo.

Minha esperança é que o projeto ajude a fazer da academia (e da literatura) um lugar melhor.”

O site está repleto de entrevistas com escritores, acadêmicos e juristas brasileiros. Entre autores de ficção e não ficção, já responderam às perguntas dele nomes conhecidos como Frei Betto, Laerte Coutinho, Leonardo Boff e Márcia Tiburi, além escritores de ficção especulativa como Alexey Dodsworth, Aline Valek, Braulio Tavares, Carolina ManciniCristina LasaitisChristopher KastensmidtErica Nara BombardiFelipe Castilho e tantos outros queridos que a gente acompanha. 

Agora estou entre eles, feliz e sorridente que nem uma invasora de selfie alheia.  O link para minha entrevista é este. Passem por lá!

Valeu, José!

Leitor crítico também é gente: vídeo

No mês passado, visitei o pessoal do Who’s Geek, canal do YouTube dedicado à literatura, principalmente ficção científica e fantasia, e a nerdices correlatas. A Gabriela Colicigno e eu conversamos sobre publicação, editais de literatura, leitura crítica, procrastinação, as mensagens da ficção e muito mais.

E teve a participação especial de uma fofura chamada Thor. 😀

E a Gabs ainda conseguiu condensar tudo em 11 minutos!

Além do canal, o Who’sGeek também é um site onde a Gabs, o Roberto Fideli e seus colaboradores publicam resenhas e análises de filmes, livros, games, HQs e afins, escritas com cuidado profissional. Conheça o site aqui!

The Best of the Three na IGMS

Meu conto “The Best of The Three”, ganhador da terceira edição do Concurso Hydra de Literatura Fantástica, acaba de sair na edição #58 da OSC’s Intergalactic Medicine Show!

No site dá para ler os primeiros parágrafos da história em inglês gratuitamente. Ela foi publicada em português como “A Melhor das Três” na coletânea Bestiário 2, outras criaturas, em 2013.

Agradeço mais uma vez aos organizadores do concurso, Christopher Kastensmidt e Tiago Castro, e ao editor da revista, Scott M. Roberts; sem eles não haveria concurso, nem prêmio, nem publicação. E à Ana Lúcia Merege; sem o convite dela para participar de Bestiário 2, eu nunca teria escrito esse conto. E não estaria aqui agora dando pulinhos e sacudindo alucinadamente as mãos.

Se meu dia começou meio ruim… agora não posso mais reclamar.

Podcast Curta Ficção #025: Tradução Literária

 

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Imagem oficial de divulgação do Podcast Curta Ficção #025

Mas eu ando muito pimpona mesmo.

Na semana passada corri um bocado e acabei não avisando aqui, mas saiu a edição número 25 do Podcast Curta Ficção, um dos melhores podcasts brasileiros sobre literatura especulativa. Esta edição é sobre tradução literária e tive o privilégio de participar dela com os anfitriões Janayna Bianchi PinRodrigo Assis Mesquita e Thiago Lee, além do também tradutor e escritor Santiago Santos, tão elogiado pelos colegas que vou ter que conferir sua obra. Esse povo todo é sensacional e eu quero andar com eles no recreio.

Acredite se quiser: falei pouco! Mas são 45 minutos preciosos com reflexões sobre a relação entre a literatura e o fazer tradutório (e uma conclusão hilária!).

Para escutar, clique aqui.

Acompanhe a página do Podcast Curta Ficção no Facebook.

E fique com o recado da equipe:

PARTICIPE DO NOSSO PROGRAMA #026!
Enviem suas perguntas sobre escrita e mercado editorial, criação, universo e tudo mais até o dia 05/10 através de comentários no site, mensagem no Facebook, no Twitter ou por e-mail no contato@curtaficcao.com.br.
http://bit.ly/curtaficcao025

Jabuti 2016

A lista de premiados pelo Jabuti em 2016 está cheia de autoras em diversas categorias. Destaco (por motivos francamente pessoais):
 
Juvenil, 3º lugar: Iluminuras, de Rosana Rios, Editora Lê;
 
Reportagem e Documentário, 1º lugar: Cova 312, de Daniela Arbex, Geração;
 
Romance, 3º lugar: Desesterro, de Sheyla Smanioto, Record.
 
Parabéns, mulheres!
 
Link para a lista completa em todas as categorias aqui.

Feminismo na TV!

Hoje fui ao correio e, na volta, 30 graus, parei para tomar um sorvete. Na TV da sorveteria passava o Encontro com Fátima Bernardes. Havia três mulheres que foram enganadas pelo mesmo namorado e se uniram para confrontá-lo.

Fátima perguntou se elas não competiram entre si.

Enquanto eu tentava imaginar por que as mulheres competiriam umas com as outras por um sujeitinho que mentiu para as três, uma delas explicou à apresentadora o que era sororidade.

Para quem nunca viu essa palavra esquisita, há muitas formas de explicá-la, mas a quadrinista Germana Viana deu uma definição perfeita no painel do qual participou na última Santos Comic Expo:

“Sabe a famosa ‘brodagem’ dos homens com outros homens? Sororidade é a das mulheres. Tipo uma ‘sistagem’.”

A sororidade é um conceito (e um sentimento) bastante difundido no feminismo de hoje. Ela se opõe à noção de que as mulheres são rivais naturais das outras mulheres. Essa noção é uma tolice cultural. Somos ensinadas desde pequenas a disputar o posto de mais bonita da classe, mais admirada pelos meninos… Mas não precisamos. Nem devemos. Ser parceira é muito mais legal do que ser rival.

Aliás, a escritora Cristina Lasaitis nota que o VOLP registra sororicídio (o assassinato de uma irmã), mas não sororidade. Emblemático. Resolve isso, VOLP!

Confesso que nunca tinha visto o programa da Fátima. Mas acho muito bom que atrações televisivas populares levem esses conceitos à audiência, que talvez não procurasse ativamente saber de nada disso. É a mesma coisa no caso do Esquenta, que no último fim de semana convidou a escritora Clara Averbuck e a publicitária Luíse Bello, do Think Olga, para falar sobre feminismo.

A TV ensina as pessoas passivamente. Pois que ensine o que presta, então.

E, para quem lamenta (?) que “feminismo virou modinha”, eu digo: ÓTIMO. Acho é pouco, quero é mais. Que “vire moda” como o jeans: entre na vida das pessoas para nunca mais sair.

Entrevista comigo no Arsenal Geek!

Há um novo site de novidades geeks e nerds na área, o Arsenal Geek, com notícias sobre cinema, seriados, games, HQs, mangás, cartoons, animês, ciência, tecnologia, música, colecionismo, eventos e, claro, livros!

daleks

Doctor Who, o prisioneiro dos Daleks, de Trevor Baxendale. Traduzido por mim para a Suma de Letras.

No começo deste mês, fui entrevistada por um dos idealizadores do site, o tradutor Kleber Pedroso. Falei um pouco sobre como foi traduzir dois livros do Doctor Who para a Suma de Letras, sobre representatividade feminina na série e muito mais! Foi um grande prazer para mim e espero que vocês também se divirtam lendo (os livros e a entrevista, eheh).

É só clicar aqui.

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