Algazarra

Encontrei uns versinhos que escrevi em outubro de 2017, guardei no celular e esqueci que existiam. Havia muito tempo que não brincava com rimas.

Minha alma é uma algazarra.
É silêncio o que eu busco,
Mas no mundo há tal ruído
Que é como um cravar de garra
Na vontade e no sentido,
E meu ser se torna brusco,
Besta-fera que na marra
Sai dos eixos e dá ouvido
Às vozes do lusco-fusco,
Demônios que, sempre em farra,
Matam tudo o que é querido.

 

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