De máquinas do tempo enguiçadas e grifos que gritam com os vizinhos no elevador

 

Griffin_of_Perugia

Grifo com a coroa mural da Perúgia, século XIII. Fonte: Wikipédia (sob licença Creative Commons).

Há algum tempo penso em voltar a estudar a língua de modo mais disciplinado, com acompanhamento de um professor e incentivo dos colegas. O objetivo principal, além do óbvio prazer de aprender, seria aprimorar meu inglês o bastante para passar a escrever nessa língua com a mesma propriedade com que escrevo em português, além de oferecer serviços de versão (que tantas pessoas me pedem e eu, ó, nada).

Então fui à Cultura Inglesa fazer uma avaliação do meu nível de conhecimento. Parte dela mandava compor uma redação em inglês. Havia duas opções: resenha de filme e e-mail em resposta a uma amiga ou amigo.

Acabou sendo um exercício de criatividade. Como não tinha o menor compromisso de dar continuidade ao texto, acabei escrevendo uma ficção curta misturando todas as doideiras que me vieram à mente porque sim. (O professor riu bastante. Diverti uma pessoa, estou feliz. Também me diverti escrevendo.)

Maridoffmann quis ler o texto quando voltei, mas ficou com a escola. (Agora, basta esperar até eu virar uma escritora rica e diva e eles podem leiloar o manuscrito por vários dinheiros…) Então, chegando em casa, tentei reescrever a redação. Não é o mesmo texto, pois obviamente não o memorizei e agora tenho o que não tinha naquele momento: um teclado (detesto escrever à mão e tenho letra de médico) e acesso ao corretor do Grammarly para não pisar (muito) na bola.

Minha expressão verbal em inglês é muito limitada, considerando tudo. Então, críticas à forma serão bem-vindas. Mas esquece a trama, ela não existe. (Por enquanto. Vai saber?)

A redação era mais ou menos assim:

Option 1: Answering a friend’s email. Your friend wrote to you telling he/she has just found a job and moved to São Paulo.

Mandatory items:

Comment on your friend’s big news;

Tell him/her what you’ve been doing since you last met;

Mention something extraordinaire that happened to you;

Make plans to see your friend soon.

 

Hi there, Paola! How’s it going?

I’m so glad to hear from you! I’m rather impressed to know that you’re living in São Paulo. Even more so that you’re living in the 21st century. Are you tired of the Renaissance already?

I’m living in Santos ever since my time machine went FUBAR. I finally managed to successfully make a deal with the English pirates so they’d stop getting nasty with the local mermaids in the 1700’s. It was about time! But now I’m pretty much retired from Time Law Enforcement.

Also, I’m now the proud mother of two baby gryphons named Artemisia and Altaïr, and yes, the last one was named after Assassins Creed’s best character ever. I’ll leave you to guess why I haven’t named the first one Sophonisba like I promised your favorite Italian painter back in the 1600’s. I’m having a hard time trying to teach them not to scream at the neighbors in the elevator. Can you give me some tips on how to do it? You’re the expert!

Please come to Santos, David and I will love to have you here. Or else I can go to São Paulo. With the New Transbrazilian Railroad I can get there in less than 30 minutes.

Love you always.

3 comentários sobre “De máquinas do tempo enguiçadas e grifos que gritam com os vizinhos no elevador

  1. Li e já amei! E daí me lembrei de nossas “viagens” doidas emendando sonhos com invencionices de manhã cedo, na nossa infância na casa do quarto preto. Como isso era bom!!!

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