Nunca a esqueci

A escritora Ana Lúcia Merege perguntou hoje aos colegas em sua timeline do Facebook se havia um personagem que os acompanhara em diferentes fases da vida e como ele havia evoluído.
Tenho uma personagem sobre a qual escrevi muito na adolescência. Desenhei vários retratos seus. Ainda tenho alguns. Outros foram roubados. Depois a abandonei com a promessa de um dia voltar a registrá-la quando eu fosse boa o bastante para fazer-lhe justiça.
Lá se vão vinte anos. Nunca a esqueci.
Uns anos atrás, numa noite de insônia, o cérebro só sossegou quando levantei e escrevi duas páginas sobre ela, prometendo, de novo, voltar quando estivesse pronta.
O curioso é a forma como a imaginei quando a criei: uma mulher entre 30 e 40 anos, fisicamente baixa, de ombros largos, pele amarelada, cabelos pretos rebeldes e vincos bem fortes em torno da boca, o que, combinado às pálpebras pesadas, dava-lhe um ar um tanto arrogante.
Não sei se ela evoluiu. Só que eu, hoje “entre 30 e 40 anos”, me tornei fisicamente parecida com ela.
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