Síndrome do impostor

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Foto de Jez Timms via unsplash.com

Querida pessoa,

 

Sabe essa história da síndrome do impostor que a paralisa? Também tenho. Mande à merda.

Salvo raras, raríssimas exceções (e estas costumam ser meio iludidas), todo mundo tem inseguranças relacionadas à própria capacidade de fazer uma coisa, ou de corresponder à expectativa de outrem, ou de ter resposta para a pergunta espinhosa que alguém fará quando você finalmente achar que “chegou lá”, e aí, se você não tiver a resposta, será desmascarada, vaiada e tão ridicularizada que rezará para ser esquecida e…

Não. Não, não, não. Respire fundo.

Estamos todos estragados, pois todos ouvimos em algum momento que não íamos conseguir, que não éramos bons o bastante ou que devíamos “parar de perder tempo com essa besteira”. Todos suamos frio diante do que mais queremos. Especialmente aqueles entre nós que resolveram fazer justo o que gente como eles não “deveria” fazer, pois não são atividades tradicionais para sua família, classe social, raça, gênero… Todos “ainda não estamos prontos”, todos “nunca vamos conseguir”.

Mas tenha certeza de uma coisa: gente mais despreparada que você já foi lá e fez. Gente mais crua e até menos talentosa conseguiu o que você quer porque meteu as caras.

Acha que ainda tem muito que aprender para ser quem você esperava ser? Aprenda mais e faça. Aprenda enquanto faz, se tiver que ser. Só não deixe de fazer. Tem medo das críticas? Tranquilize-se: não importa o que e como você faça, elas virão. Alegre-se: se alguém se dedicou a conhecer e criticar seu trabalho, ele deve ser no mínimo relevante. Faça melhor da próxima vez, mas faça.

Eis aqui mais uma certeza: você nunca saberá tanto que ainda não possa aprender mais. Nunca será tão incompetente que não exista gente muito mais inepta sendo bem-sucedida porque tentou. Nunca será tão competente que não haja alguém ainda mais brilhante em quem você possa se espelhar. E nunca será tão boa que não possa se tornar ainda melhor.

Não deixe o medo virar muleta. Quer escrever um livro? Escreva. Quer ilustrar uma história? Comece a desenhar. Quer ter uma banda? Aprenda a tocar esse instrumento aí. As coisas não vão se fazer sozinhas. Faça. Mesmo que fique uma bosta. Parafraseando o que me disse outro dia meu sábio de estimação: “Um livro pronto ruim já é melhor que um livro que poderia ser bom, mas não foi terminado”.

Comece. Termine.

 

Pronto, fim do momento autoajuda.

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