Escolhas, oportunidades e imposições

“Ao meu ver, traduzir bem é conseguir ‘ouvir’ a voz do autor e encontrar algo similar na língua de chegada, um efeito equivalente (já que o equivalente perfeito não existe), portanto, encontrar essa voz em autores com que não nos identificamos plenamente é um exercício e tanto.” Flávia Souto Maior no blog Ponte de Letras.

Ponte de Letras – Ano 3

Em uma oficina de tradução do espanhol da qual participo, o professor pediu que os alunos escolhessem um autor, e um conto do respectivo autor, para traduzir. Para ajudar na tarefa, passou uma lista de nomes, mas quem quisesse teria ainda a opção de escolher alguém de fora da lista (contanto que estivesse em domínio público ou prestes a entrar). Diante de tantas possibilidades, comecei a ler vários contos de cada autor e a selecionar os que mais me agradavam.

Isso mesmo, meu critério de escolha, inconscientemente, foi meu gosto pessoal. Não pensei se seria fácil ou difícil de traduzir, se apresentaria ou não algum desafio tradutório de qualquer natureza, se era curto ou longo. Simplesmente fui separando coisas mais próximas do que eu gostaria de ler.

Só depois parei para pensar: chegando aos sessenta livros traduzidos, posso contar nos dedos aqueles com que me identifico como leitora. Lamentei por…

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