Gostosa, fácil e vegana

Sei que você está morrendo de vontade de fazer uma piadinha com o título do texto. Mas pode esquecer: estou falando de comida!

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Tenho um caso de amor e ódio com a cozinha. Amor, porque adoro comer. Ódio, porque detesto cozinhar. Como não tenho quem cozinhe para mim, o ódio vem sendo substituído aos poucos por uma saudável tolerância, premiada de vez em quando por ótimos resultados. É, eu ainda me surpreendo quando minha comida fica boa.

Sou uma ovolactovegetariana em flerte prolongado com o lado vegano da força. Sempre tenho recaídas rumo aos laticínios e ovos (ainda que caipiras), mas opto com frequência por refeições 100% veganas. Não se engane: não faço isso para me sentir melhor que ninguém, até porque não vejo sentido no objetivo “ser superior a outra pessoa” em qualquer área da vida. A meta é viver mais alinhada com meus ideais, simplesmente.

Então, bom, se você se interessa por esse tipo de coisa, dê uma olhada no meu almoço de hoje:

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Tortilha vegana com salada de rúcula, abobrinha refogada no extrato de tomate, arroz e feijão. O arroz ainda foi enriquecido com lentilha (Mas e as proteínas? Estão aqui, ora!), gergelim e semente de linhaça. A rúcula foi temperada com óleo de linhaça dourada (fonte de ômegas 3 e 6).

Mas o mistério é a tortilha, né? Adaptei uma receita da internet para a forma mais simples possível. (Sim, há vários jeitos de fazer uma tortilha vegana. Jogue “tortilha vegana” no Google e comece a babar.)

Para fazer a tradicional tortilha espanhola, é preciso antes fritar batatas. Como não gosto de fazer fritura imersa em óleo em casa (mas como pastel e batata frita na rua sem o menor problema…), comecei a fazer minhas tortilhas, ainda com ovos, como meu sogro havia indicado: usando fatias bem finas de batata crua mesmo. Na versão vegana, em lugar do ovo recomenda-se farinha de grão-de-bico (nunca encontrei) ou farinha de milho (fubá!).

Receita:
1 batata grande
5 colheres de sopa de farinha de milho
azeite ou óleo de sua preferência
sal a gosto
água

Lave bem a batata. Se quiser, descasque; eu uso com casca mesmo. Corte-a em fatias bem finas com um mandolim (cortador e ralador de legumes).

Numa tigela à parte, misture a farinha de milho com água e vá mexendo até ficar com uma consistência líquida e homogênea, semelhante à de um ovo. Acrescente sal. Mas peraí, Mila. Quanta água? Quanto sal? Eu não medi. Fui acrescentando água aos poucos e mexendo, e o sal acrescentei também aos pouquinhos, no final, e fui provando para ver se estava bom. Isso é que é o tal do “sal a gosto”.

Unte uma omeleteira com azeite ou óleo. (Omeleteira é aquele par de frigideiras que se encaixam. Na ausência dela, use uma frigideira de teflon, um prato e muito malabarismo). Preencha o fundo da omeleteira com fatias de batata. Cubra as fatias com a mistura de farinha de milho. Cubra a mistura com o resto das fatias. Ainda sobrou fatia? Faça mais uma misturinha de farinha, cubra e coloque o resto das fatias em cima. Aqui, ficou assim: 3 camadas de batata e 2 de misturinha.

Leve ao fogo por 6 minutos de um lado. Vire e deixe mais 6 minutos do outro lado. Pronto.

Simples, né? Nem acredito que ficou tão gostoso…

Dá para incrementar a tortilha com abobrinha e/ou tomate picados em cubinhos, ervas desidratadas, pimenta… O que você quiser.

Faça e me conte como ficou. 🙂

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