Assassin’s Creed Unity

Assassin’s Creed. Revolução Francesa.
Olhos molhados de emoção.
Sim, sou besta nesse nível.

Acho que nunca falei de videogame aqui no blog. Provavelmente porque não é um assunto muito meu. Não entendo de games, jogo mal pra caramba e há poucos jogos que me atraiam o bastante para querer jogar (ou ver alguém jogando por horas, mais provavelmente). Assassin’s Creed é um que me conquistou desde o começo por uma razão bem simples: o fundo histórico, que, mesmo embelezado, não perde a verossimilhança. Joguei (ou vi jogar, vai) o primeirão, com Altair-queridinho-do-meu-coração; joguei o II, o Brotherhood e o Revelations, que me renderam o apelido de Ezio Bêbado (valeu, maridoffmann) devido a meus inigualáveis equilíbrio e senso de direção ao controlar o personagem; é impressionante que ele tenha sobrevivido); e o III, onde devo ter sido a única jogadora a conseguir ser morta por uma rena no meio da floresta. Ainda devo a mim mesma o Liberation, que antes não estava disponível para PlayStation 3, o console que temos em casa; e o IV, Black Flag, cujo tema, confesso, não me atraiu tanto. Não curto piratas, me julguem.

Por fim, porque a gente não precisa desligar o senso crítico para curtir uma coisa, preciso dizer: há quatro “heróis” nesse trailer, todos são brancos, todos são homens.

“Ah, mas seria muito fantasioso colocar uma mulher ou uma pessoa de etnia diferente blablablablá”. Porque na França só tinha gente branca. Claro. E nenhuma mulher tomou parte nos levantes da Revolução, nenhumazinha. Arrã. E principalmente porque a gente pode levar a sério homens que saltam de prédios com adagas embutidas na manga e escalam paredes como o Homem-Aranha, mas ninguém levaria a sério uma mulher ou, sei lá, um cara negro nesse papel. Tá bom.

E, sim, eu sei que tivemos um AC com uma protagonista mulher e negra, a Aveline, na Louisiana (no começo, você só podia jogar essa edição no PSVita… agora, também está disponível na versão Liberation HD, para download no seu PS ou PC) e um AC com um protagonista índio, o Connor. Na verdade, acabo de descobrir que existe até um jogo que se originou como DLC para download do Black Flag, chamado Freedom Cry, protagonizado por Adewale, um homem negro, ex-escravo treinado por piratas que se engaja na luta contra o tráfico escravista no Caribe. Legal!

Mas vai vendo: esse jogo é derivado do outro, o mais importante, protagonizado por Edward Kenway, terror loirinho do Mar do Caribe. Um game que você não encontra à venda nas lojas do ramo, só via download no seu console. O mesmo ocorre com Liberation HD. Mesmo no AC III, Connor divide o protagonismo com outro personagem (branco…) e passamos um bom tempo jogando só com ele (dizer mais configuraria spoiler).

Por por que esses personagens continuam sendo exceções? Por que ainda são tratados como secundários? Por que não protagonizam os jogos mostrados como carros-chefe da franquia?

Eu amo Assassin’s Creed. Amo. Nunca achei que um dia amaria um game! E o trailer está lindo, visualmente impecável. Estou doida pra conferir.

Mas dá pra ousar muito mais que isso, e ousar bonito.  #representationmatters

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