Sobre leitura crítica, revisão e responsabilidade

Ganhei o dia. Há pouco uma amiga e colega de profissão me felicitou por sempre orientar escritoras que me contratam para revisão de textos a procurar, antes de tudo, serviços de leitura crítica.

Para mim, é questão de ética alertar a cliente quanto aos passos para chegar ao melhor livro possível. Muitas vezes, ela só escreveu um texto e não tem ideia do que vem a seguir. Meu alerta é por ela, por mim e por todas as pessoas envolvidas no processo. Se eu pegar para revisar um livro que não tenha passado por nenhum senso crítico além do da própria autora, terei uma bela bomba nas mãos. Se aceitar o trabalho, serei obrigada pela consciência e pela rabugice a inserir mil comentários explicando por que isto e aquilo não fazem sentido no texto, por que ele está cru. Farei o trabalho de duas profissionais, recebendo só por uma…

Além disso, há quem ache que a leitura crítica está necessariamente embutida na revisão e cobre da revisora uma análise detalhada do trabalho. É meu dever deixar claro, logo de início, que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

É claro que não posso obrigar a escritora a passar por uma leitura crítica. Se ela insistir que o livro já está no ponto de ir para a revisão, lavo as mãos e faço. Só não chore para mim depois, quando o texto estiver ortograficamente correto e a história continuar sem pé nem cabeça.

É ótima a sensação de saber que você está “fazendo isso certo”.

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