Poe e os anões canibais

Dizem que a gente sonha toda noite, ainda que nem sempre se lembre do que sonhou.

É rara a noite em que eu não me lembre de pelo menos algum elemento sonhado. E sempre tive sonhos bizarríssimos. Tenho o hábito de comentar esses delírios no Facebook, para deleite dos meus colegas internéticos, que riem muito. Vou começar a postá-los aqui, para registro e curiosidade. Alguns deles ainda acabarão virando contos, como aconteceu com A Casa dos Loucos, que publiquei no livro Necrópole – histórias de vampiros. 😉

Bom. Outro dia, sonhei que estava no meio de um conto de Edgar Alan Poe. Mas eu via tudo como a narradora onisciente de um filme. Os personagens passavam por mim, mas não me viam. Maridoffmann estava assistindo a isso comigo.

A protagonista era uma mulher, e eu comentei com ele, no sonho:

“Que estranho. O Poe não costuma ter mulheres como personagens principais. Estou achando que esse conto não é dele.”

Quando a personagem começou a ser devorada viva por um bando de anões canibais (que tinham a aparência de papais noéis pigmeus), ele disse:

“Pô, ninguém vai socorrer a moça?”

Eu respondi:

“Não. Se for mesmo um conto do Poe, o protagonista será para sempre desamparado e maldito.”

Putz, né.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s