Amar. Apenas.

O amor admite tipo e variedade, admite múltiplas manifestações. Mas, certamente, não admite gradação. Não há amor maior ou menor, amar mais ou menos. Outro dia, faz tempo, aprontaram polêmica (novidade?) no meu mural do Facebook porque eu disse que, para mim, amar é amar e pronto. Não há amar pouco. Se for pouco, não é amor. Amar já é por si só um ato extremo. Não se ama aos poucos, nem moderadamente. Amar, só se for muito mesmo. Ama-se – apenas. 😉

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5 comentários sobre “Amar. Apenas.

  1. Muito lindo, outra questão é saber o que se espera do amor, ou melhor o que se espera do ser amado, bem sabemos que, ao contrário do pregou o Apostolo convertido na estrada para Damasco em sua 1ª carta aos Corintios, sempre esperamos algo de quem amamos, seja fidelidade, reciprocidade, solidariedade ou até amabilidade…

  2. O problema é essa mania humana de querer tudo mais, tudo extremo, tudo grande, tudo muito.
    Aí, quando “ganha-se” um amor, tá mal acostumado, achando que pode ser inferior. Pq se não tiver declarações de amor cinematográficas, então não é amor.
    Saudade de qnd se desejava um amor com sabor de fruta mordida.

  3. Aproveito a deixa para atualizar algo amorável. Amar verdadeiramente significa doar sua vontade e disposição com coerência, evitando equívocos que melidrem o outro. Sem a pretensão de ser moralista mordaz apenas friso que a coerência que estou me referindo necessita de consistência ou procedência. Portanto, se torna deveras inusitado entender como uma aproximação comercial um elogio literário feito a uma hora e quarenta da madrugada depois de uma leitura de um explêndido texto no dia 26/10/2010. Eu poderia conferir sensatez em uma réplica que me retribuisse os elogios, mas de modo algum deixaria de suspeitar o estranho ato de rastrear o meu eletroendereço e catalogá-lo de um armazenador de comentários que têm domínio exclusivo sobre os dados fornecidos e promete não os revelar a ninguém, inclusive aos proprietários dos blogs. Jamais me assustaria abrir minha caixa de postagens e ver que pretextando um lançamento literário embutindo um desejo de parceria que nunca havia antes sequer teorizada por mim, mas me revolta profundamente quando é devassada a intimidade intelectual de indivíduos até mesmo no âmbito virtual, pois o que é isso senão uma violação da vontade. Por cautela, evitei abrir ou adicionar os links da mencionada mensagem que considerei petulante por insinuar o que nem sequer pensei, quando apenas teci sinceros elogios que parecem perder o sentido quando há replicâncias propositais e equivocadamente escusas.

    • Pietro, não sei se entendi a sua queixa. Mas vou fazer uma tentativa.
      Quando você se registra para fazer um comentário num blog do WordPress, o seu e-mail aparece automaticamente para mim, juntamente com o nome que você usa na internet. Não é preciso rastrear nada. Quem não quer divulgar seus contatos costuma comentar como “anônimo”. Se ao se registrar você recebeu informação diversa, sugiro que entre em contato com o WordPress, que pode responder por suas próprias políticas.
      Se por “lançamento literário” eu posso inferir que você se revolta profundamente por receber um convite para o lançamento do meu livro, considerando que é ou já foi leitor do meu blog, sinceramente não consigo enxergar coerência nenhuma nessa atitude. Nunca conheci alguém que se sentisse ofendido por um convite para um lançamento de livro – até porque, se o livro não lhe interessa, basta não comprá-lo, não lê-lo, não ir ao lançamento, não é mesmo? Parceria eu não me lembro de ter proposto a você em nenhuma ocasião, até porque não o conheço e não tenho razões para imaginar que você pudesse ser um bom parceiro. Não costumo “embutir” meus desejos, sou muito clara quanto a eles e, se é pra fazer qualquer proposta a quem quer que seja, sou sempre bem objetiva.
      O que eu fiz, basicamente, foi enviar um e-mail convidando para o lançamento do meu livro todas as pessoas que já deixaram comentários positivos em meu blog, inferindo (acredito que não sem razão) que elas gostam do meu trabalho. Com exceção da sua mensagem, todas as respostas que recebi demonstraram interesse ou, no mínimo, o desejo de sucesso no meu lançamento. Quem não se interessou simplesmente ignorou a mensagem. Então, para quem começa a mensagem falando em coerência, consistência e procedência, não senti nenhuma dessas coisas nas suas palavras.
      Se receber um convite para conhecer o trabalho de uma escritora te ofende, eu peço desculpas e prometo nunca mais entrar em contato com você. E espero que faça a gentileza de também nunca mais passar por aqui, para não correr o risco de se ver de novo profundamente revoltado.
      É cada uma que me aparece…

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