Feminismo

“Acredito que masculino e feminino não existem. Mas de onde surgiu essa diferença tão profunda entre os sexos? É uma antiga e longa história – para outra entrevista. Na realidade, a diferença entre os sexos é anatômica e fisiológica, o resto é produto de cada cultura ou grupo social. Tanto o homem quanto a mulher podem ser fortes e fracos, corajosos e medrosos, agressivos e dóceis, passivos e ativos, dependendo do momento e das características que predominam em cada um, independentemente do sexo. Insistir em manter os conceitos de feminino e masculino é prejudicial a ambos os sexos por limitar as pessoas, aprisionando-as a estereótipos.”
Regina Navarro Lins, psicanalista e escritora, em entrevista ao portal UOL.

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4 comentários sobre “Feminismo

  1. Gostei da entevista.
    Você deve saber Mila, mas nunca é demais lembrar. Ao contrário do que alguns defendiam até bem pouco tempo atrás, as primeiras sociedades humanas não eram matriarcais, mas sim igualitárias. Homens e mulheres tinham os mesmos direitos e “posição” dentro do status quo, ainda que houvesse uma certa divisão de tarefas – geralmente em função da diferença de força física e do fato da mulher gerar vida dentro de si. Mas em nenhuma delas a mulher era considerada supeior ao homem. Isso foi uma fantasia criada pelo feminismo moderno. A invenção do matriarcado antigo nada mais é que uma forma de reação ao patriarcado.
    Beijos.

    • Oi, Átila!
      Nunca pesquisei o assunto em profundidade e não sei o suficiente para formar uma opinião segura. Mas o lance das sociedades primitivas matriarcais nunca me colou, por eu não ter tido acesso a nenhuma evidência do mesmo. A mera vontade de acreditar que um dia foi assim não conta. E, sinceramente, não vejo por que uma sociedade matriarcal seria melhor do que uma patriarcal. Poderia ser menos belicosa, mas teria outros defeitos. Não acredito na superioridade de um gênero sobre outro. Se as sociedades originais eram igualitárias ou não, também ignoro – aliás, se você conhecer evidências disso, eu adoraria conversar a respeito! Mas o caminho para uma sociedade equilibrada sem dúvida é a igualdade de oportunidades e tratamento.

  2. Mila, se tem interesse em se aprofundar no assunto, sugiro “Todos os Nomes da Deusa” de Joseph Campbell e outros autores como um ótimo começo. Para mergular de cabeça depois disso, recomendo os trabalhos de Riane Eisler, J.J. Bachofen e Willian Divale, além do próprio Campbell (embora ele vá mais pro lado das crenas e mitologia dos povos em questão). Fica a dica. Beijos.

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