Lambrusco, fotografia e mulher pelada

Porque garotas nerds também posam!

Neste último sábado minha casa foi cenário de um delicioso evento envolvendo um namorado expulso de casa, uma fotógrafa franco-brasileira, duas garrafas de Lambrusco, vários pacotes de bobagem alimentícia e três escritoras sem roupa.

Trailler:
Sábado, 13 de novembro, um frio estranho para a primavera, mas estamos em Sampa, certo? Acordo às 9 (bom dia, ansiedade!), chamo Nath às 10. Banho, café da manhã, arrumação do cenário e ótima conversa jogada por cima da mesa – na noite anterior, paramos só às 2:30 da manhã, a muito custo. Em torno do meio-dia, Pats chega com o Lambrusco. Às 14 horas, é Cris quem aparece no portão. As duas se preparam enquanto eu me acostumo à minha nova condição de mulher pelada. Depois que eu me visto de novo, é a vez da Pats. Cris é a última. Durante todo esse tempo Nath mal se lembra de comer, seja encarapitada no alto da escada para pegar um ângulo curioso ou jogada no piso frio da sala, no mesmo nível das modelos espalhadas pelo tapete, tamanha é sua concentração. Afinal, ela é a mestra da câmera, que viajou por seis horas para estar ali conosco, fotografando três malucas perdidas numa mistura de timidez com vontade de sair do casulo até quase as 22 horas.


Nath fotografa Pat, que aparece no reflexo da tela da TV.


Nath fotografa Cris.

Versão sem cortes:
Nathalie Gingold é uma jovem, promissora e mui talentosa (além de gata!) fotógrafa franco-brasileira residente em São José do Rio Preto. Está montando um livro de nus artísticos femininos com a proposta de não usar modelos profissionais, mas sim mulheres comuns, de diversas idades e biotipos, em ensaios nos quais possamos enxergar a beleza de cada uma a despeito de suas imperfeições – ou por causa delas. A beleza, afinal, está em toda parte; é preciso, contudo, achar os olhos certos para vê-la.

Nathalie cai meio que por acaso no meu blog, num post sobre nu artístico no qual fiz a pintura digital de uma garota “comum”. Passamos a conversar por e-mail, ela fala sobre o projeto e eu, na maior cara-de-pau, me ofereço para posar. Recruto amigas. É curioso, nessa fase, notar as reações das pessoas à pergunta: “Você gostaria de fazer um ensaio nua, coisa fina e de bom gosto?” Há quem prontamente diga: “Lógico, eu sempre quis fazer algo assim!” Há o talvez: “Não sei, acho que não ficaria à vontade; faça o seu, me mostre e, depois, quem sabe, eu crio coragem?” E há o não definitivo: “Agradeço, mas não tenho vontade de me expor assim.” Os motivos passam longe de “não me acho bonita o suficiente” e bem perto de “sou tímida e não curto me mostrar” (o que eu respeito) ou mesmo “meu namorado/marido não deixaria” (o que, confesso, me é estranhíssimo, mas não tenho vontade nenhuma de fazer a feminista revoltada agora e deixo que cada casal forje sua dinâmica).

O tempo de Nath em Sampa é curto. Das pessoas que convido, duas conseguem marcar para o mesmo dia &; local que eu: Patricia Soares e Cristina Lasaitis. Patricia é agente de viagens, Cristina é biomédica, eu sou ilustradora. E nós três somos, por vocação, paixão e teimosia, escritoras – o que, aliás, principiou nossa amizade. Juntas, formamos um trio de biotipos e temperamentos completamente diferentes uns dos outros.

Nath entra com a câmera e a luz, Pats traz a capa da vampira, Cris porta a máscara da cortesã, eu tenho o diadema da odalisca. Minha sala vira estúdio. Temos lanches diversos para não interromper o show com cozinha ou restaurante, Lambrusco para soltar as divas, acessórios mil, entre gargantilhas, braceletes, lenços e flores, e muita vontade de curtir o resultado.

Meu rapaz, delicadamente enxotado de casa por mim em respeito às meninas, nem reclama da sina. Passa o dia na rua, sem mulher pelada. Claro que pergunto a ele, antes de tudo, o que ele acha da ideia de sua garota posar nua. Ele: “A escolha é sua. Você é quem tem que saber se quer se expor assim. Toda exposição gera comentários. Quando sair o livro, muita gente vai ver. Podem te elogiar ou te criticar. Se você está preparada pra isso, faça.” E me surpreende mais uma vez, como se eu já não o conhecesse. 😉

A experiência foi ótima! Acredito que para todas. No começo, a fotografada está sem graça. Não se trata de vergonha do corpo, mas de despreparo: nenhuma de nós tem experiência em posar nua. A “modelo” ri à toa ou fica séria demais, sente-se estranha nas poses que tenta fazer. As amigas-plateia ajudam: conversam, elogiam, arrumam o cabelo da moça, servem vinho, sugerem ângulos. União e descontração que só surpreendem se você for do tipo que pensa que mulheres, no fundo, odeiam as amigas e adoram apontar seus defeitos (embora eu infelizmente conheça exemplares assim). Depois, a modelo para de rir, para de fazer pose e começa a mostrar, pouco a pouco, quem é e a que veio. Rola uma paquera com o espelho. As últimas peças de roupa, que guardavam o pouco de vergonha que resta, são largadas de lado. A borboleta deixa o casulo. Lindo!

Assim que Nath puder separar as fotografias, gravá-las num DVD e enviá-las para nós, saberemos como ficaram as imagens das quais ontem tivemos apenas uma noção. Mal posso esperar.

Agora eu podia dizer apenas que MEU, ESQUECE A FILOSOFIA, POSAR NUA É O MÁXIMO, EXPERIMENTA E VAI SABER! Mas, antes mesmo de fazer o ensaio, conversei com Nathalie sobre o que leva alguém a querer ou não participar de um projeto como esse. Falamos de machismo. Não o machismo dos outros: o nosso próprio. Somos machistas, sim, em níveis que não nos atrevemos a confessar a nós mesmas. Somos machistas quando aceitamos que a mídia dite o que é bonito ou não. Somos machistas quando permitimos que o padrão de beleza vigente faça com que nos sintamos menos dignas do que as pessoas que se encaixam nele e passamos a persegui-lo feito doidas, fazendo disso uma obsessão, ou nos conformamos com nosso papel de “feinhas”, coitadinhas, fora do padrão. Somos machistas quando enfiamos na cabeça que a beleza da mulher é a mais importante de suas qualidades e que, sem ela, as outras nada representam. É claro que eu adoraria viver num mundo em que meu biotipo fosse considerado lindo. Mas não adianta culpar a mídia, os homens ou o que seja. Esse mundo tem que começar em mim.

Não é sair bonita na foto que faz uma mulher se sentir bem. É sentir-se bem que faz uma mulher sair bonita na foto. 😉

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40 comentários sobre “Lambrusco, fotografia e mulher pelada

  1. Pô, bem bacana mesmo! 🙂 Certamente comprarei o livro (e você autografa na sua foto? :D) e com seu post até me animei um pouco de saber como ficaria um nu artístico meu. Mas ainda vai demorar um pouco 😛 De qualquer modo, valeu por compartilhar uma experiência interessante que todo mundo devia tentar, no mínimo! Bjos

    • Ahahah! Autografo, sim, Gi…
      Também acho que todo mundo deveria tentar, a não ser, claro, que a pessoa realmente não curta se expor dessa maneira. Mas se rola uma vontade, manda o medo pro inferno, rs! Quem sabe agora você não faz um seu!
      Beijão!

  2. Participar desse ensaio foi como dançar entre as deusas. Estão todas lindas, inclusive a fotógrafa.
    Agora é torcer pelo livro da Nathalie.
    Beijão

    • Verdade, Cris. Tivemos uma tarde de deusas. 😉
      Torço pelo livro e me coloco à disposição para o que puder fazer para ajudar.
      Beijão!

  3. Deve ter sido uma experiência fantástica para todas que participaram. Esse tipo de experiencia é enriquecedora!
    Um abraço e parabéns pelo blog, que liquei no Meu Blues Pra Você.

  4. Milas você como sempre me emociona. Conseguiu trazer a minha mente as sensações que tive neste sábado mágico.

    Não vejo a hora de ver o resultado!!!

  5. Mila, puta merda, como você é foda na arte de traduzir em palavras os sentimentos…. Eu li e reli o seu post, lembrei, sorri, chorei de emoção. Ainda to meio tonta, mas vou tentar escreve….

    Estar do outro lado dos ensaios foi igualmente mágico e eu também me senti entre deusas.
    Deusas dos olhares. Deusas das curvas. Deusas das sombras e das luzes. Deusas registradas pelas lentes de uma mortal, pasma de tanta beleza, de tanta vida e de tanta coragem.

    Cada uma com um ensaio completamente distinto, sendo o nu o único ponto em comum.

    Mila, Cris e Pats: obrigada. Mesmo. Não só por embarcar no meu projeto maluco vindo de uma cabeça surtada, mas sim por me oferecerem a oportunidade de conhecer pessoas, ou melhor, deusas, como vocês.

    Me sinto honrada de ter fotografado cada uma de vocês e tenho certeza que a realização deste livro acontece antes mesmo dele chegar numa editora.

    Grandes abraços, grandes beijos e grandes oferendas às deusas que fotografei.

    • Nath, projeto maluco de cabeça surtada é com a gente mesmo. Achei MUITO difícil descrever a sensações do dia, até agora não estou plenamente satisfeita com o meu relato! Foram tantas conversas legais, tantas imagens maravilhosas, tantas descobertas pessoais partilhadas… Mulher é FODA, em qualquer coisa a gente acha motivo pra uma viagem de autoconhecimento, huahahahah!

      É muito curioso como as pessoas e eventos envolvidos se afinaram para tudo dar certo. Foi MUITO legal estar com vocês todas nesse dia. Eu é quem tenho que agradecer por me proporcionarem isso!

      Sustento o que disse antes: para encontrar beleza em toda parte é preciso ter os olhos certos. Poucas pessoas têm olhos como os seus. Use-os, querida! Use-os!

      Beijaço!

  6. Olá!!!
    Puxa, conheço a Nath, adoro o trabalho dela e posso afirmar sem medo de errar: Você tem a mesma habilidade em escrever que a Nath tem em fotografar. Muito bom o seu texto, li ele todinho sem cansar. Vc poderia fazer uma parceria no livro da Nath e escrever alguns textos. Com certeza eu compraria um livro com as fotos da Nath e os textos seus.
    Tenho certeza que as fotos ficaram maravilhosas, pois como eu disse uma vez pra Nath, ela tem o dom de iluminar as pessoas por dentro, e essa é a luz mais importante que um bom fotógrafo pode usar.
    Adorei a frase: “Não é sair bonita na foto que faz uma mulher se sentir bem. É sentir-se bem que faz uma mulher sair bonita na foto.”
    Parabéns pela iniciativa.
    Até Mais.

    • Oi, Luiz! Obrigada! Gostei da sua ideia, eu não acharia nada mal escrever para um livro com imagens inspiradoras.
      Iluminar as pessoas por dentro… Isso certamente é algo que a Nath faz!
      Passei pelo seu blog para conferir… suas fotos são maravilhosas! Não deve ser fácil fotografar pessoas dançando.
      Grande beijo.

  7. meias palavras à parte, nada do que li no seu depoimento, camila, pareceu-me novidade ou coisa parecida. a relação estreita e sincera que existe entre mim e a nath; essa coisa profunda, misteriosa, reveladora que é amizade [e em geral os relacionamentos, quando verdadeiros] permitia-me vislumbrar o sucesso das imagens capturadas, dos encontros, de tudo. com a nath não poderia ser diferente. depois de contribuir, literalmente, como parteira dessa maravilhosa ideia, esperemos, ansiosas, para que o fruto venha doce e maduro como, indiscutivelmente, será. como já é.

    abraços,

    jh.

    • Oi, Jhenifer! Pode não ser novidade pra você. Pra mim, foi uma novidade maravilhosa! E as razões são óbvias.
      Agora, é isso aí, vou esperar o resultado do belíssimo trabalho da Nath, ansiosamente!

  8. sim, sim, o que quis dizer é que a nath traz consigo uma coisa muito boa, que permite essa sensação eufórica, consciente, deliciosa, que ficamos todas quando flagradas não apenas pela sua lente. parabéns às modelos e ao quarto elemento que compôs esse lindo dia. especialmente a você por traduzir tudo de maneira que nos deixa ainda mais ansiosos pelo resultado final.

    beijos.

    • Opa, com certeza. Por e-mail a Nath já é gente boa pra caramba, ao vivo essa impressão só se amplia! E o trabalho dela, bem, digo apenas que só de vê-lo todas ficamos com vontade de fazer parte do seu projeto!
      Beijo.

  9. Olá Camila,

    Parabéns para vc e para as outras duas. Tenho que fazer um breve relato do que aconteceu no meu domingo a partir das 10h. Sou amigo da nath há 10 anos pelo menos. Quando soube que ela estaria em sampa, dei um jeito de me encontrar com ela. Foi no ensaio da minha banda, num estúdio na lapa que pude ver nos olhos dela a felicidade e realização de uma fotógrafa de talento, por ter feito de um projeto da “cabeça surtada dela”, uma realidade.
    Aproveitei e pedi pra ela fazer fotos da nossa banda. Infelizmente não fizemos nu, porque estava frio na sala. RS….Estou ansioso pra ver porque sei que ficarei emocionado.
    grande abraço.

    • Oi, Carlos! Arrá! Então foram vocês que levaram a Nath embora! Ahahahahah!
      Depois quero ver as fotos da banda também! Mesmo que estejam todos vestidos, rs.
      Beijão!

  10. Nem tenho palavras para agradecer todos vocês, que me apoiam, que estão ao meu lado há 10 anos ou há um mês.

    O mundo pode, sim, ser como imaginamos. Prova viva são vocês.

    Muito carinho, do fundo do meu coração.

  11. Oi Camila, fiquei sabendo do seu blog através de uma amiga, Parabens!!!
    O que faço é um pouco diferente, como dar as pessoas normais o gostinho da superproduçao de um ensaio, tento convencer sempre para o sensual, afinal fotos de roupas sempre estamos tirando!!! =)

    Xox

    Mme.Juju

    • Oi, Madame Juju! Muito interessante o seu blog, prometo olhar com calma mais tarde!
      É verdade, fotos com roupa a gente faz o tempo todo, fotos sem roupa acabam sendo um acontecimento revelador… em vários sentidos. 😉
      Beijão.

  12. Mila, realmente o seu talento com o texto é excepcional!… Sou uma das que pulou fora porque não tenho a menor vontade de me expor (e nem poderia, pela minha filosofia de manter a boa imagem pública de autora de livros infantis rs), mas achei divertida a sua descrição da tarde da mulherada. Aliás, se depender da sua propaganda, o livro vai ser um sucesso! rs Ou melhor, já está sendo!!! Mas vou deixar para elogiar a fotógrafa também depois que vir o produto final rs Por enquanto, assino na confiança os comentários de vocês. rs E acho que, acima de tudo, o legal é a gente viver curtindo aquilo que é legal para nós. Beijão!
    Obs.: Boa a ideia de escrever num livro do tipo.

    • Oi, Lu! Obrigada! Foi uma experiência ótima mesmo, mas claro que só vale a pena se você tiver em si essa vontade…

      Ainda quero escrever um livro infantil. Será que meu “histórico” vai me prejudicar ou me beneficiar? Rs!!!

      De fato já tem gente garantindo que VAI comprar o livro. 😀

      Obrigada pela visita e um beijão!

  13. Oi Camila,

    Pra que email eu posso te mandar umas fotos da banda?

    Estou lendo seu blog e gostando bastante. To me preparando pra voltar a ativa no mundo blogueiro..mas voltar com um conceito diferente.

    beijos.

  14. Oi, Camila, lendo seu “Buzz” no gmail, fui voando pro seu blog pra ver do que se tratava o assunto. Claro que vou comprar o livro, né fia?
    Colocando toda brincadeira à parte, nada mais lógico essa atitude de vcs três, que as conheço, ser tão sublime:
    três mulheres belas, virtuosas, idealistas e acima de tudo, altamente talentosas. Olha, não sou um entendedor de História da Arte, mas tenho um palpite de que certa mulheres estão à frente nesse campo por serem tão inconformistas, portanto, arrojadas conceitual e tecnicamente. E por que vcs não estariam nesse patamar? Parabéns e bj
    Marcelo

    • Marcelo, fiquei até sem graça agora. Obrigada!

      Sinceramente espero que muita gente compre o livro, não só pra divulgar o excelente trabalho fotográfico da Nathalie, mas também porque, apesar de não ser uma conhecedora de fotografia, eu mesma sinto falta de ver obras como essa. Eu compraria, com ou sem fotos minhas. Rs!

      Beijos.

  15. Que lindo, Mila!
    Lembra o que me disse quando te convidei pra fazer parte daquela minha comunidade no Orkut? Pois é…
    Sempre fui contra os ditos padrões de beleza, e confesso que muitas vezes os mesmos me cansam. Acredito seriamente que o melhor da beleza feminina encontra-se justamente na sua diversidade
    E o último parágrafo do seu post diz tudo. Como grande apreciador da fotografia e do nu artístico, não vejo a hora de conferir o resultado.
    Beijos.

    • Oi, Átila! Legal te ver por aqui. Obrigada pela força, espero que mais homens (e mulheres também) pensem como você!
      Beijos.
      Mila

  16. Adorei essa história, curti o enredo,entrei no texto. Curti mesmo o estilo. Sou blogueira e a Nat é minha amiga no orkut. Eu a adicionei justamente para conhecer seu trabalho. E de lá do orkut, vim parar aqui. Legal!

    Neusa Doretto

    • Oi, Neusa! Que bacana! Se tiver Facebook, me acha lá, que no Orkut eu quase não entro… estou quase cometendo um orkuticídio, de tão abandonado que deixei o perfil, rs.
      Mais tarde, com calma, passo lá na Poesia Rápida pra conhecer seu trabalho!
      Obrigada e um beijão.

  17. Pingback: Musas de Si « Nathalie Gingold

  18. Foi ótimo pra meu auto-conhecimento participar do ensaio. Foi ótimo em vários sentidos. Pra perceber os tabus que a gente tem com a própria imagem, pra perceber até onde conseguimos ir até nos desprender desses pré-conceitos.
    Gostei demais!! Depois de um tempo matutando minha opinião sobre as fotos também foi mudando, vendo o que de bonito havia em cada uma, conhecendo um pouco mais de mim mesma e do meu corpo.
    Toda mulher (e homem também, por que não?) deveria fazer um ensaio nu, mesmo que seja pras fotos nunca serem vistas por mais ninguém, mesmo que seja só pra si mesma.
    É um baú de descobertas…

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