Você tem fome de quê?

O blog está prestes a completar 1 ano de existência! Nesse tempo, passou de um espaço quase que exclusivamente dedicado a contos para um lugar onde posto quase tudo o que acho curioso, desde opiniões (minhas e de outros) até vídeos informativos ou apenas divertidos. Exatamente como eu, o camilafernandes.wordpress.com perdeu facilmente seu foco, mas nem por isso deixou de ser prolífico. 😉

Hoje resolvi conferir as estatísticas do blog para tentar responder à pergunta que eu gostaria de fazer diretamente a cada visitante: você tem fome de quê? O que veio procurar? Será que encontrou aqui? Afinal, não adianta oferecer filé mignon se o cara prefere hambúrguer de minhoca. Vamos às estatísticas registradas pelo blog desde sua inauguração, em 31 de julho de 2008, mostrando apenas as postagens com mais de 130 visitas:

Títulos – Visualizações
A casa dos fundos (versão sem cortes) – 940
O seu cérebro é feminino ou masculino? – 740
A mulher tatuada – 345
Absinto, a fada verde – 339
O jogo da meia-noite – 263
Ela lambeu minha orelha – 231
Prerrogativas – 207
A Reforma Ortográfica por Orlandeli – 190
Esta noite para sempre – 186
10 clipes que você precisa ver – 162
Para amar uma ruiva – 154
Racismo capilar? – 138
Nua pensativa – 133
Meus livros – 131

Confesso que me impressionou o post mais visitado ser um conto razoavelmente longo, ainda que seja um dos mais antigos do blog e visitação não pressuponha leitura. Por outro lado, tem as tags “vampiros” e “sexo”. Fácil entender.

O segundo mais visitado é apenas aquela curiosa e já manjada pesquisa sobre o sexo do seu cérebro. Impossível não clicar, né? Aparentemente não são só as adolescentes que curtem testes de personalidade, nós, marmanjos e marmanjas, também adoramos. 😉

Quanto ao terceiro, é bem compreensível: quem caiu nele por meio de mecanismos de busca da Web estava procurando sugestões de tatuagens. Como este conto tem 18 sugestões (e nenhum desenho…), valeu as 345 visitas.

Em quarto lugar temos um post provavelmente procurado por bebedores em potencial de drinques alucinógenos. Não é surpresa estar tão bem cotado. Felizmente os posts mais clicados a seguir são novamente contos. Caiu na rede? É peixe procurando conto erótico! A maior parte dos visitantes que aqui chegam por sites de busca estão à cata de uma história de sexo. Quem mandou eu criar essa categoria no blog? Em termos de cenas quentes meus contos talvez entreguem menos do que oferecem, mas isso acontece apenas porque gosto de escrever sobre sexo, mas tenho consciência de que qualquer idiota pode escrever sobre sexo. Uma rápida reza a São Google resulta em milhares de sites com textos descartáveis feitos por e para onanistas de plantão. Raramente se vê algo bem pensado e bem escrito em termos de erotismo. Não é algo novo, atrevido ou difícil. Difícil, mesmo, é inserir cenas menos do que pornográficas e óbvias em tramas no mínimo interessantes. Eu tento, eu tento!

Outra busca bastante popular aqui no blog é por contos de terror e de vampiros. Às vezes o povo quer um pouco de tudo: “histórias de terror eróticas”, “contos de sexo com violência”, “contos sexual violência” (escrito assim mesmo). Tirando as visitas originadas de cliques em links para o meu blog em blogs de parceiros e amigos (valeu, gente!), essas são as que mais rendem aqui.

Moral da história:

O povo tem fome de sexo & sangue. Isto é: pão (necessidades básicas, como alimento e sexo) e circo (violência, monstros e demais espetáculos de horrores).

Nada como peneirar informações para reafirmar o óbvio.

:-S

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17 comentários sobre “Você tem fome de quê?

    • Oi, Fabio!

      Tem razão, a pergunta é inevitável. Mas eu também precisaria saber se esse público só clica aqui, pensa “bah” e vai embora ou se ele clica aqui e passa vários minutos lendo. Não sei como descobrir isso.

      O público que considero mais confiável – por saber que são pessoas que estão lendo e que têm mais a ver com o que quero dizer no blog – são os amigos, colegas internéticos e pessoas que clicaram nos meus links nos blogs dos parceiros. Parecem ser esses os que realmente lêem, pois comentam, debatem, elogiam ou criticam. O resto podem ser apenas cliques ocasionais.

      Respondendo à sua pergunta: eu estou a fim de um público-alvo que saiba ler com senso crítico ligado, independente de um conto ser erótico ou não. Tendo essa categoria no blog é inevitável que um outro tipo de público apareça por aqui. Mas não posso deixar de escrever o que gosto por conta disso.

      O que me leva a outra pergunta: e você, como chegou aqui?

      🙂

  1. Hum, isso não é de se espantar… sexo…
    sábado eu fui em um casamento, antes eu queria fazer uma mensagem e tal… ai fui no google para procurar uma imagem de um casal bonitinho para colocar no cartão e digitei: casados… bem, se você fizer isso verá… Depois perdi a vontade de colocar imagem no cartão hehe.
    Irei frequentar seu blog ^^

    • Oi, Laizek!
      Interessante, isso. Mas que mecanismo de busca você usou? Porque a curiosa aqui decidiu digitar “casados” no Google Imagens e o que apareceu foram realmente fotos fofuretes de casais em trajes de matrimônio. 😉
      Obrigada pela visita!

  2. Fico imaginando a cara dos projetistas da Internet que inicialmente projetaram a internet para resguardar dados em vários lugares em caso de ataque nuclear ao saberem que a motivação mais frequente para usar ela é sexo hehe.
    Aliás, reparou que a cada nova invenção revolucionária, ela aumenta um pouco mais o mercado do sexo?

    • Gi, eu não tinha parado para pensar nisso. O propósito inicial da Internet realmente foi desvirtuado até as últimas conseqüências! Não é divertido? Pelo menos não está sendo usada para guerra (ainda), como tudo o que de início é criado com objetivos nobres e pacíficos. Só para “flame wars” mesmo, rs.

  3. Ué, como animais somos movidos por nossos instintos básicos, ou seja, sexo! =)

    Quanto a vampiros, pois é… eu nem vou fazer esse levantamento la no blog pois ja sei o resultado. =)

    • Gunslinger, eu concordo, somos uns animais mesmo. Mas, já que inventamos essa tal de civilização, não custa nos movermos por algo mais que instintos básicos, especialmente quando eles são tão facilmente saciados. Aliás, bateu uma fominha agora, cadê meu pacote de batata Stax?

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