Frase da semana

Os animais do mundo existem para seus próprios propósitos. Não foram feitos para os seres humanos, do mesmo modo que os negros não foram feitos para os brancos, nem as mulheres para os homens.
Alice Walker

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10 comentários sobre “Frase da semana

  1. Mila, eu entendo o sentido da frase, mas eu creio sim que os homens e as mulheres foram feitos um para o outro (embora alguns homens tenham sido feitos para outros homens e algumas mulheres para outras mulheres).

    Acima de tudo, acho complicado comparar forma que os homens tratam os animais (na maior parte das vezes cruelmente) com a escravidão ou com a discriminação racial. Os crimes da humanidade contra sí, movidas pela intolerancia nem se comparam ao que os homens fazem com os animais. Tem muito homem que preferiria ser um touro correndo pelas ruas de Pamplona, pois sempre existe a possibilidade de o toureiro não vencer a batalha.

    Mas depois a gente tem essa discussão.

  2. Lu,
    Também gostei. Devo procurar por essa autora pra ver o que mais ela disse de interessante.

    Eric,
    Que tal carne de calopsita? Rs…

    Fer,
    Realmente não acredito que as pessoas, homens ou mulheres, foram feitas umas para as outras. Penso que elas são feitas… para seus próprios propósitos. Rs! Mas isso é apenas minha opinião e tem a ver com espiritualidade, que é coisa pessoal e instransferível.
    “Os crimes da humanidade contra si, movidos pela intolerância, nem se comparam ao que os homens fazem com os animais.” Eu acho que qualquer vegetariano discordará disso. Nas atuais conjunturas, isto é, num mundo dito civilizado, não acredito que cultivar uma espécie animal (ou um indivíduo animais) seja mais justo ou mais necessário do que matar o estrangeiro que mora naquele pedaço de terra que o seu povo quer ocupar. Mas, dito isso, este é precisamente o tipo de polêmica que prefiro evitar, pois é terreno extremamente tentador e perigoso para o veg que não quer ganhar fama de chato. 🙂 Cada um tem sua formação cultural e seu senso próprio de justiça. Dessa forma consigo continuar amando todos os meus amigos comedores de carne, mesmo discordando da sua postura. 🙂

  3. Não acho que a cadeia alimentar e o jogo de domínio da civilização devam ser encarados como algo externo à natureza.

    Mal começamos a dominar os nossos instintos e pensar sobre a maneira com a qual nos relacionamos com nossos semelhantes e com as outras espécies.

  4. Mila, essa semana uma pessoa (que por acaso era brasileira) foi espancada em uma estação de trem na Suíça por que falava em outra lingua em seu telefone celular. Mais que espancada, ela foi torturada, marcada, sem nenhum outro propósito que não fosse a disseminação do ódio. Só estamos sabendo desde crime por dois motivos: era uma brasileira e era suíça.

    Todos os dias acontecem crimes iguais a esse em diversos locais do mundo. Somos coniventes com o Holocausto anual, disperso por guerras movidas pela intolerância racial, religiosa, econômica e entre outras maneiras criativas de intolerância.

    Desculpa, minha amiga, eu tremo de indignação por estes crimes e duvido que você não trema. Eu não suporto viver em um mundo que eu sei que existem pessoas que matam apenas para disseminar o ódio. Eu lutarei até o folego final dessa minha existência para que intolerÂncia deixe de fazer vítimas. Eu nunca sentarei à mesa com alguem que tenha uma simpatia aos crimes movidos pela intolerância. VocÊ continua a sentar à mesa com comedores de carnes. Essa é a diferença.

  5. Cris,

    Não sei se entendi o que você quis dizer. Mas seja bem-vinda ao post mais polêmico do blog… 🙂

    Fer,

    Eu achei que ia dar pra evitar a polêmica, mas vamos lá, não seria justo eu me ausentar a esta altura.

    Acho interessante como uma simples citação pode causar um debate dessas proporções, quando o sentido original, ora perdido, referia-se ao fato de que nenhuma criatura vem ao mundo para servir a outras.

    Tremo quando vejo a violência gratuita contra seres humanos, sim!

    Mas tremo da mesma maneira quando vejo pessoas torturarem gatos e cachorros até a morte simplesmente porque, naquela hora, lhes pareceu divertido. Nenhum motivo para isso que não a morte em si, o ato de ódio ou simplesmente de cruel senso de superioridade. “Eu posso, eu faço, por que não?”

    E isso acontece, sim. Bastante. Com pedras, com água fervendo, com bombinhas.

    Não é necessário amar animais para simplesmente respeitá-los. Você não treme de indignação diante disso?

    Ou será o ser humano de tal forma superior às outras criaturas do planeta que atos de ódio contra outra espécie são menos graves do que atos de ódio contra outras raças, etnias ou orientações sexuais? Eu não acho e não acredito que você ache. Nem nossas leis acham (só não sei se elas realmente funcionam…).

    Não acredito nisso. Acredito que se deve lutar contra todo ato motivado por ódio com a mesmíssima firmeza.

    Nossa sociedade tolera e incentiva o carnivorismo. Por isso eu aceito que meus amigos comam carne. É considerado “normal”. Como você sabe, não sou militante, e a alternativa a isso seria deixar de conviver, por exemplo, com você, o que não acho aceitável.

    Nossa sociedade não tolera nem incentiva, no entanto, a escravidão humana, que clandestinamente existe em muitas partes do mundo, merecendo repúdio geral. Nem você nem eu aceitaríamos esse tipo de violência contra o ser humano. Não é “normal”. No entanto, se vivêssemos no Império Romano, tanto eu como você nos sentaríamos à mesa com proprietários de escravos (a não ser que tivéssemos o azar de sermos nós os escravos…) e acharíamos tudo muito comum e necessário.

    Somos produtos de nossa época – e produtos de escolhas nossas compatíveis com essa época.

  6. Estamos fundamentalmente sozinhos.

    Embora isso não signifique que devemos nos afastar do convívio com outras pessoas.

    O que muda é o significado do conceito EU.

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