Os tais desejos de ano novo

Photobucket

É infalível (apesar de, neste blog, chegar com atraso) aquela listinha de desejos e resoluções de ano novo. Apesar de eu não ser mulher de esperar que vire o ano pra pensar em virar a mesa, a “egrégora” desta época acaba acertando a gente e fazendo com que até os mais do contra pensem em novos rumos na vida.

Algumas dessas resoluções são demasiado pessoais (e impublicáveis), mas eis aqui algumas:

Viajar mais (porque ver lugares e gentes diversas é tudo de bom).

Fazer mais exercício físico (porque o mental, na boa, já faço até demais).

Ajudar mais os outros sem me prejudicar no processo (taí uma arte que poucos dominam).

Finalizar e publicar meu primeiro livro solo (60% já escrito).

E, pra não ficar só no Planeta Umbigo, eis aqui alguns desejos coletivos para 2009:

Que os desvalidos – em especial os animais, as crianças e os idosos – não sejam pegos no fogo cruzado do egoísmo. Que não sejam abandonados na sarjeta do esquecimento, onde jogamos tudo aquilo que simplesmente não queremos ver.

Que as pessoas aprendam a pensar por si próprias, questionando o que vêem e ouvem de forma respeitosa, mas jamais conformista. Que, mais do que opiniões, elas tenham atitudes.

Que possamos nos divertir sem culpa – e a essência da diversão sem culpa não está simplesmente na incapacidade de experimentar empatia e remorso, mas na capacidade de viver a vida com alegria, causando o menor dano possível a tudo o que existe à nossa volta. Que o impacto de nossa presença no mundo seja mais belo, mais útil.

Que todos sejamos mais conscientes não só de nossas habilidades, mas também de nossas responsabilidades; que a gente deixe de pensar: outra pessoa vai cuidar disso, afinal não é problema meu.

Que prezemos tanto os nossos direitos como os nossos deveres, pois numa sociedade decente o privilégio não pode se sobrepor à justiça.

Que as pessoas deixem de ser tão imediatistas e saibam curtir o presente assim como cuidar do futuro. Que em nossos gestos diários nós saibamos implantar: preservação (de tudo o que é bom); prevenção (de tudo o que é nocivo); reaproveitamento (de tudo o que tem potencial); reciclagem (de lixo e também de idéias).

Que, mais do que governantes justos, tenhamos um povo mais justo.

Só uma espécie melhor pode construir um mundo melhor.

E a espécie humana precisa urgentemente melhorar.

Anúncios

3 comentários sobre “Os tais desejos de ano novo

  1. Camila,

    A espécie humana precisa pensar.
    Postei no meu blog Filosofar é preciso, a imagem deste seu post.
    Usei a imagem com o artigo da escritora Lya Luft – O ano de pensar.

    Parabéns pelo seu blog, voltarei.
    Abraços,
    Marise

  2. Pingback: O que atrapalha é que alguém inventou que temos de tomar decisões! «

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s