“Surely, whoever speaks to me in the right voice, him or her I shall
follow,
As the water follows the moon, silently, with fluid steps, anywhere
around the globe.”
Walt Whitman (1819–1892)
Arquivo da categoria ‘Poemas’
Voices
Publicado em Curiosidades, Poemas em 07/10/2009 | 2 Comentários »
Estou contigo, Alvaro
Publicado em Opiniões, Poemas, Sensações em 26/08/2009 | 13 Comentários »
Caro Alvaro,
Tu não me podes ouvir porque já és morto enquanto eu vivo. O Tempo, no entanto, é irônico e mau: permite que eu leia teus desabafos como cartas para ninguém, às quais eu, destinatária acidental, não posso responder. Se a vida corresse ao contrário uma só vez, eu poderia te dizer: estou contigo. Sou [...]
Um anjo ocasional
Publicado em Poemas, Sensações em 06/08/2009 | 10 Comentários »
Um anjo ocasional passa por mim.
Sua tarefa é lembrar-me da minha humanidade.
Quando estou bela e leve e firme ele passa por mim,
Não andando,
Mas a voar,
Airoso,
Perfeito,
Ele… ela.
Ela passa por mim, fragmentando minhas certezas,
Dizendo, sem nada dizer,
“Lembre-se”.
Eu obedeço.
Lembro-me de que sou humana,
Algo baixo que rasteja num chão de poeira e merda.
Lembro-me de como dói amar a Lua [...]
Espera aí
Publicado em Opiniões, Poemas, Sensações em 05/08/2009 | 4 Comentários »
Espera aí, não te vás, não antes de ouvir-me.
Não negues o que digo, eu confio em meus olhos,
E o que vejo e o que canto é a beleza.
Maior que a juventude, pois esta passa,
Maior que a velhice, pois esta tardará,
Maior mesmo que o espanto do início.
Encanto: este permanece e, na alquimia dos dias, transfigura-se em [...]
À beira de ti
Publicado em Poemas, Sensações, etiquetado à beira de ti, espelho, poema, poesia em 05/07/2009 | Deixar um comentário »
Levo comigo um miúdo pedaço
Que resta de um íntimo sonho;
Velha me vêem, se jovem me ponho;
Jovem me querem, se velha me faço.
Vejo-me: o espelho de um estilhaço
De vidro lançado no palco enfadonho,
E fico secreta neste olhar tão baço
Que fita dolente, e crêem-no risonho…
Minha emoção é tão somente um vulto
Que corre alarmado, ora aqui, ora ali;
Um [...]
Velha
Publicado em Poemas, etiquetado eternidade, poesia, solidão, tempo, velha, velhice em 14/02/2009 | Deixar um comentário »
De 1995 a 1999, escrevi muita poesia. O suficiente para juntar tudo em dois documentos que eu tencionava transformar em livros. Tinha até prefácio. Por razões diversas, abandonei a idéia.
Muito não necessariamente significa bom. A maior parte do material era extremamente rebuscada, com versos longos demais e métrica caduca ou ausente (nenhum problema com os [...]
Carnívora
Publicado em Poemas em 29/08/2008 | 1 Comentário »
texto de 2003
Estranho é quando amantes decidem acariciar-se
Com lábios que se torcem, se avizinham, se provocam
Como ondas violentas que no oceano se entrechocam
Enquanto sua volúpia repele o moral disfarce.
Não sei por que razão é bom o beijo, e, se soubesse
Não me furtara à prática do ato que se consuma
Enquanto o caos dirige a humanidade em [...]
Inquérito
Publicado em Poemas em 29/08/2008 | Deixar um comentário »
texto de 1998
O que em tua vida fez o corte?
Má sorte.
O que a cobiça deu-te em paga?
A chaga.
O que ganharás quando te fores?
Algores.
O que em ti vês, que te dá asco?
Carrasco.
O que resta do que te foi santo?
O pranto.
O que quiseras ter conhecido?
Olvido.
Quais foram os teus inquisidores?
Amores.
Que te deu a graça rejeitada?
Espada.
Quem feriste, esgrimindo a [...]