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Arquivo da categoria ‘Contos de terror’

um microconto

Eu teria perdoado sua beleza, não fosse sua inteligência. Poderia ignorar sua inteligência, não fosse sua beleza. Poderia esquecer a ambas, não fossem seus múltiplos talentos. E a estes eu até faria vista grossa, não fosse sua personalidade bondosa, vibrante e magnética, capaz de se compadecer sem arrasar-se, amar sem perder-se, doar sem esvair-se, [...]

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Conto de 2005, originalmente publicado no NecroZine #4, especial de contos eróticos de terror.
Ela jogou os cabelos para trás uma, duas, três vezes, no ritmo dos próprios gemidos. Atrás, o homem bufava, ia e vinha, eufórico. Ela fazia o que ele queria. Fazia tudo o que eles queriam. De frente, de lado, de costas, sobre [...]

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Durante todo o ano de 2007, o site Novas Visões publicou contos meus, um por mês. Não estou mais lá, mas o site, sob o comando de Fernando Torres, continua publicando mensalmente gente muito boa e diversificada do mundo das letras. Vale a pena conferir, e só clicar aqui.
O texto que encerrou minha participação no [...]

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conto de 2004, originalmente publicado no NecroZine
Olhos bem abertos, os pequeninos passeavam pela casa, cheirando e cutucando tudo com as mãos peludas, inocentes como só as crianças – felinas – podem ser. Mas vida de gato não é fácil. Engana-se quem diz o contrário.
A de Buba andava difícil nos últimos tempos. A nova ninhada estava [...]

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texto de 2005
Eu não me achava gostosinha aos 16 anos. Mas cheguei a ficar convencida quando ele me lançou aquele olhar canibal. Eu passara o sábado todo de pijama, shortinho curto e tal – na varanda da minha casa, qual é? Não deveria ser um problema.
Fazia calor e fui pegar um pouco de sol enquanto [...]

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texto de 2006
Só pode ser piada, ela pensou revirando os olhos.
O metrô sacolejava anormalmente e com ele oscilava a menina que insistia em ficar de pé. Quatro anos no máximo, sustentada a contragosto pelas mãos da mãe, crispadas em torno de seus braços gorduchos. Gorduchos: não há crianças magras na geração fast food. Logo a [...]

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Eu, assassino

texto de 2004
Você já quis matar alguém?
Quem nunca tirou uma vida não pode entender as razões de quem já o fez. Por isso, não tente aplicar a mim as suas noções de justiça, necessidade ou prazer. Vou contar a minha história não para que você me julgue, mas para que a experimente, se for capaz.
Meu [...]

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texto de 2006
Se você acha que eu ligo, a resposta é sim. Ligo pra distância entre nós.
Quem te deixou ir tão longe? Quem te deixou riscar meu nome da agenda, rasgar minhas cartas, queimar minhas fotos?
É essa a sua tática? Acha que deixo de existir por causa do que você faz com suas lembranças? Não [...]

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conto de 2006
Ela é linda quando chora.
Primeiro os lábios tremem involuntariamente. Depois os olhos se apertam, querendo esconderijo debaixo das sobrancelhas. E brilham feito vidro molhado. Grande efeito! Muito sedutor.
Aí vem o nariz. Tão miúdo, coberto de sardas. Depois das primeiras lágrimas a ponta incha e fica vermelha.
Como um moranguinho. Dá até vontade de morder!
E [...]

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texto de 2004
Ele desperta de um sono profundo e sem sonhos. E percebe – que horror – que seus olhos fitam escuridão e seus dedos arranham madeira. Ele foi sepultado vivo.
Não se pergunta a razão. Apenas grita, e é o único a ouvir seu próprio terror. Tudo o que ele sabe é que, agora, como [...]

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