
El baile del flamenco en rojo, de Fabian Perez.
Punta, taco, tacón! Três movimentos dos pés. Pronto. Taí tudo que sei sobre dança flamenca, de uma única aula aberta feita na quinta-feira passada.
O flamenco tem origem difícil de decifrar em termos de época e local exatos. Mas nasceu com toda a certeza na Espanha, filho de árabes, ciganos, judeus e cristãos, não necessariamente nesta ordem, fruto das múltiplas culturas que fizeram desse país um local único, com manifestações artísticas únicas. A música, de início apenas o cante (canto), recebeu os acréscimos de guitarras, palmas, castanholas, cajón (literalmente uma caixa de madeira usada como instrumento de percussão) e sapateado que hoje a caracterizam. É formada por diversos palos (estilos), alguns mais alegres, outros tristonhos, alguns típicos desta ou daquela região espanhola. Não sei distinguir um palo de outro e pessoalmente prefiro o flamenco sem canto, que ouço há mais de uma década, apesar de não saber tocar, cantar ou dançar nem ser uma entendida em música. Um de meus músicos preferidos no ramo é Ottmar Liebert, embora eu não conheça seus últimos discos. É adepto do novo flamenco, linha que mistura o clássico a outros ritmos latinos, new age e o que mais der na telha. Alguns puristas não consideram Ottmar um grande guitarrista de flamenco, mas ele é sem dúvida um excelente músico. Veja o talentoso guitarrista alemão com o grupo Luna Negra:

Tablado flamenco, de Fabian Perez.
Como dança, o flamenco é forte, vigoroso, solene, dramático. É espanhol, ora… O tronco do dançante acompanha o movimento dos braços. Os quadris pouco se movem. As mãos se abrem e se fecham partindo do dedo mínimo para o indicador, enquanto os pulsos giram, e também sacodem as saias rodadas. Os pés batem com naturalidade no chão, decididos, mas sem um esforço absurdo, calçando sapatos que têm tachinhas na ponta e no salto. Para produzir o som correto e não ferrar com as pernas das bailarinas, deve ser dançado em tablado apropriado, com uma grossa camada de madeira que absorve o impacto.
Embora as bailarinas sejam mais populares, o flamenco é dançado tanto por mulheres como por homens, chamados bailaores. Podemos ver um pouco disso neste vídeo da companhia Fiesta Flamenca, grupo que toca, canta e dança. Quem mais chama a atenção nele é Anita la Maltesa, que além de bailar canta muito!
É um ritmo versátil, pois pode ser dançado tanto sozinho como em par ou grupo. Neste outro vídeo a “primeira dama do flamenco”, Sara Baras, dança com um grupo formado por 3 mulheres e 3 homens, numa apresentação sensual e envolvente, ao som de um flamenco adaptado, tocado apenas com violoncelo – e com os pés dos bailarinos:
Daí que fui atrás desse antigo amor, arrastada pela Viviane Yamabuchi e arrastando a Cristina Lasaitis. Na aula aberta, no Studio Ganesha, Vivi se saiu bem, afinal já é bailarina de dança do ventre e domina os próprios movimentos. Cris e eu tivemos uma performance tão boa quanto a de qualquer pessoa que nunca fez nenhuma aula de dança e jamais foi muito afeita a atividades físicas. A gente chega lá, sem medo de ser feliz. E nem de pagar mico.

Flamenco III, de Fabian Perez.
Encantada, já fiquei pensando: será desta vez que vou romper com anos e anos de sedentarismo, quebrados aqui e ali por pífias temporadas de 3 meses de musculação (blergh) ou caminhadas no meio do mato?
Mas aí a Cris perguntou à professora Alexandra sobre um tal tribal fusion. E tudo danou-se.
Definição da Wikipédia: tribal fusion é uma forma moderna de dança do ventre com a fusão de diversos estilos de dança. Freqüentemente incorpora hip hop, breakdance, dança do ventre tipo “cabaré” ou “egípcia” e dança contemporânea, além das clássicas como flamenco, khatak, bhangra, balinesa e outros estilos folclóricos. Sua origem é traçada até 1989, até a ATS, American Tribal Style, em São Francisco, criada por Carolena Nerriccio e sua companhia de dança, FatChance Bellydance. Uma das fundadoras do grupo, 1989, Jill Parker, é considerada criadora do tribal fusion.
Minha definição: é ducaráleo! É o que dá pra dizer depois de ver a apresentação de uma aluna ontem, quando eu só estava passando pela escola pra levar as garotas prum boteco. :-S

Jill Parker
Tribal fusion parece uma mistura de tudo o que puder ser dançado com uma pegada árabe permanente. O visual das bailarinas é uma mistura de dança do ventre com figurino pós-apocalíptico tipo Mad Max. É moderno, mas arraigado em tradições. É sexy, mas também cheio de técnica. E os movimentos semi-robóticos? E as mãos que parecem dançar independentes do resto do corpo? E o quadril com vontade própria? E eu, que nunca dei mole pra dança do ventre e fui fisgada?
Só vendo pra entender. Rachel Brice, grande popularizadora do estilo:
E aqui uma bailarina chamada Zoe Jakes cuja performance adorei:

Rachel Brice

Zoe Jakes
Preciso DESENHAR essa gente!
E agora? O que prevalece, um antigo amor ou com uma nova paixão?
Como eu me apaixono o tempo todo, por qualquer coisa (rs) e minhas paixões podem tanto tornar-se amores como durar menos que um fósforo aceso, não dá pra confiar na minha constância. E como minha frase preferida é “pra que dividir se a gente pode multiplicar”… que tal os dois?
Vou ver a aula aberta de tribal na segunda-feira. E haja bolso pra tanta aula de dança. :-S
É opinião unânime de quem dança, independente do ritmo escolhido: dançar é uma forma íntima de expressão. Há uma força libertadora nos gestos ritmados, uma sensação de domínio e conhecimento do próprio corpo trazida pelo empenho, pela segurança e pelo alegria de fazer. Nada se conquista de forma instantânea, tudo é prática. Se sei desenhar, é porque pratico há mais de 20 anos, e ainda pretendo melhorar nos próximos 20. Se dançar puder me oferecer o prazer que eu procuro, tudo bem levar alguns anos pra fazer certo.
Então, vamos tentar.
Para quem tem interesse em conhecer, estão dadas as dicas!
Agradecimentos a Vivi e Cris, companheiras de mico, boteco e agora, quem sabe, de dança.
Pô, quero ir nessa aula de segunda! Posso ir?
Gi, já conversamos por e-mail, né? Você é sempre bem-vinda.
Yes, estamos todas animadas! E depois do botecos, coletâneas e micos, daqui algum tempo a gente acaba abrindo uma companhia de dança (ou um circo).
Agora tenho que contornar anos de sedentarismo pra aprender a requebrar. Me senti tão solta na aula de dança do ventre quanto uma baleia branca encalhada na praia, tsc
É isso aí!
Baila baila!
Bjos
Ah, Cris, baleia não, né? Golfinho! É mais *cute* rs.
Vamos de circo! Eu sempre me senti parte de um freakshow mesmo, rs. E nada impede que a gente incorpore uns passos de dança.
Besitos!
E ninguém me convida para ir a boteco, humpf =P
[...] amiga Camila Fernandes também foi brutalmente seduzida pelo tribal fusion (como ela confessa em seu blog), e a Viviane também. E parece que a Giseli vem assistir aula com a gente, né [...]
Upa, valeu pelo pingback!
É isso aí, girls!!!
Dancem, dancem, dancem muito!!!
Fico muito feliz por ter contagiado vc, Cam, e fico feliz tb por vc ter arrastado a Cris!!
Não importa o estilo ou modalidade, a dança renova, recria, liberta, alegra!!!
E vamos fazer o flamenco, hein? rsrsrs
Muitos bjs, meninas!!
Vivi, alegre-se mesmo, pois a culpa é toda sua! Você é quem está nos atraindo para o lado dançante da força! E nós te atraindo para o lado escrevente. Huahahahah!
Beijocas!
Verdade, verdade!!
E assim crescemos trocando experiências!!!
bjoooo
Hehehehehe… eu AMEI!!!
Eu que já enveredei na dança do ventre uma vez e pretendo de novo.
Dançar é colorir a vida. E dar ao nosso corpo e à nossa alma um quê de sensual.
Ui…
Fabs, tomara que você volte mesmo a dançar, assim é mais uma pessoa para trocar figurinhas, passinhos e reboladas.
Agora eu também quero ir!!!
Pena que fica na ZL, né?!
Pena, nada, pra mim está ótimo, melhor que isso, só se fosse do lado da minha casa, huahahah!
Eu querooooo!
Semana passada tava fora de combate, mas se rolar uma segunda aula é só avisar que eu tô dentro!
bjitos!!
Demorou, vamos carregar a Lu!!
Loo! Considere-se carregada!
Obaaaa!
Menina, Estou loucaaaa para fazer aulas de tribal fusion. Vc conhece algum lugar em sampa ou no Abc que dê aulas.
Não encontro…
Bjoss
Dani
Dani, a escola onde estou fazendo flamenco & tribal fica no Tatuapé, bem pertinho do metrô. Liga lá e pede pra fazer uma aula aberta!
Studio Ganesha
telefone: 2614-2944
Boa sorte!
(E o jabá continua, vamos divulgar a escola!)